Como já falei nosso programa de ontem a noite era um rodeio. Estamos no meio-oeste americano. Tudo aqui muito “country”. Cheio de ranchos, fazendas, etc. A própria origem dessa cidade e do hotel era um rancho da família. Então, nada mais natural que ter um rodeio como atração turística.
Fomos para uma arena de rodeio que pertence ao nosso hotel. Lá tem a arena, arquibancadas, uma lanchonete e os espaços para os touros, cavalos, bezerros, etc.
O rodeio teve vaqueiro laçando bezerros, vaqueiro montando cavalos, vaqueiro montando touros, circuito de tambores, etc. Tudo bem simples e acho que os vaqueiros não eram muito bons porque pela minha contagem os animais ganharam de 10 x 1!!!! Mas valeu assistir um programa diferente e típico.
Hoje resolvemos acordar mais cedo para encarar a trilha que programamos antes que o sol ficasse muito quente. Nossa programação era fazer a trilha combinada “Queens Garden / Navajo Loop”, que são duas trilhas independentes que descem da borda para dentro do anfiteatro e podem ser combinadas, fazendo uma grande alça.
A trilha é considerada moderada, tem um percurso total de 4,9 km e um descenso de 191 metros. Eles sugerem começar pela “Queens Garden” que segue por 1,5 km até um “hoodoo” chamado Queen Victoria. Esse trecho é sempre descendo.
A partir dali você faz um percurso pela base, por uma floresta de coníferas, com pouca descida e algumas partes mais planas, de cerca de 1,3 km até encontrar a base da Navajo Loop.
Nesse ponto você tem duas opções, que são as duas “pernas” da alça da trilha – uma pela direita, mais curta e mais íngreme, que passa por Two Bridges e Thor’s Hammmer e outra pela esquerda, um pouquinho mais longa e menos íngreme, que passa pela “Wall Street”, o nome que eles dão a uma sequência de hoodoos.
Nós optamos por seguir por Wall Street e todo esse trecho foi subindo, com maior ou menor inclinação. Eles fizeram a trilha toda em zig-zag para torná-la mais acessível, menos íngreme, mas mesmo assim há uma inclinação de 25%.
Bom, mas fomos devagar, no nosso ritmo, parando com frequência e nos hidratando bastante, tirando fotos e conseguimos chegar lá em cima. Bem cansados, porém felizes e realizados.
Encontramos muitos idosos, jovens, casais com crianças pequenas, casais com crianças de colo, às vezes mais de uma sendo carregadas nas mochilas nas costas (que coragem e disposição)!!!! Mas todo mundo de boa, no seu ritmo, com cuidado.
Há trechos bem estreitos, sem proteção, então não dá para descuidar. E quem tem problema de tontura, medo de altura, melhor nem se aventurar.
Mas no final dá uma sensação boa de ter se desafiado e ter conseguido, considerando a nossa idade, nossos problemas de saúde, etc.
Terminada essa aventura resolvemos conhecer a vizinha cidade de Tropic (não sem antes tomar um banho porque estávamos de suor e poeira dos pés à cabeça).
Tropic fica a 8 km daqui e é uma “cidade”, mas achamos uma bela porcaria. Em pleno sábado tudo parado, restaurantes fechados, muito sem graça. Demos meia volta e viemos almoçar no nosso restaurante do hotel.
Ainda demos uma passadinha para conhecer um complexo de lojinhas em frente ao hotel – “Old Bryce City” e depois descansar e preparar tudo para ir embora amanhã.
Isto é, ainda tinha roupa para lavar – aqui tem uma enorme lavanderia com muitas máquinas de lavar e secar. Muito prático esse sistema. E se precisar passar, no quarto tem tábua e ferro!
Amanhã seguiremos para Zion NP, nosso último parque dessa road trip.





























































